quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SOMOS TODOS FILHINHOSDEPAPAI



Das coisas que o passar dos anos nos traz, uma delas é a certeza de que em nossas vizinhanças, desde as próximas até as mais distantes, somos livres para as aventuras de qualquer natureza e, caso quebremos a cara, contamos, mesmo que precariamente, com o Estado para nos socorrer. Essa é a lei, e, se for banqueiro, fazendeiro, ou então industrial, essa é sempre a saída se tudo der errado, o tal plano B: O Estado é pai e mãe. Se vier a sêca eu encontro ajuda junto a nação, diz o agro empresário. Se cair a demanda, o comércio busca no Estado mais encomendas e aumenta as comissões a serem pagas. Se baixar o spread bancário o Estado libera as taxas aos banqueiros.
É sempre assim, confiram com a história.
Me irrita ler e ouvir os empresários pedindo socorro ao Estado por suas falhas de planejamento, falta de criatividade e, principalmente por ausência de ousadia. É mais decente criar e correr o risco do inédito, do que copiar no exterior e tentar passar por malandro, e malandro sem infra. Pra ser CEO no mundo dos expertos seria necessário ter olho puxado(?) com obstinação comprovada, planejamento, muita experiência e tradição, com certeza. Sem contar a vocação. Nossos empresários partem do princípio que basta expor a vitrine e se sentar na entrada da loja. Age tacanho e sem estratégia na forma além do jeito tímido de abordar o consumidor. Diz-se que, antigamente no início da era do marketing, durante a grande expansão nortamericana, os gringos mandavam seus mercadores seguidos pela 3ª esquadra naval, já com as canhoneiras fundeadas na baía mais próxima para o caso do freguês se recusar a consumir. Nossos industriais, além de copiar e pagar royalties ao mundo pelo que produzem, muito raro arriscam em lançar seus próprios produtos e propostas. São timoratos, não criam opções, mas contam com o Estado para niná-los. Esses industriais precisavam ser mais criativos, ter ousadia e coragem a fim de iniciarem caminhos a serem percorridos com as próprias pernas, sem ter que pedir licenças. De preferência que tragam do exterior os royalties justamente auferidos pelas grifes e criações.
 Afinal o Brasil é a bola da vez.               Z. 

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Como esqueci o caminho para chegar ao espaço onde escrever meu comentário, vou responder ao leitor pegando a carona para tergiverssar. É que essa coisa de eleição no Senado e na Câmara, este escárnio tão doloroso, ferindo leviana e profundamente o país e a nação, principalmente esta última, isso tudo me afeta. Em função disso observei que a perspectiva de receber o golpe deve doer moralmente mais no lutador do que o próprio golpe, pois vi que assim é na vida ao sobreviver esses dias de expectativa inglória sobre mais um escândaloso capítulo de nossa principal casa de leis e serviços, numa nação desassistida. Abandonada pelos políticos sangue-sugas a nação se contorce para livrar-se das mordidas doloridas promovidas pelos filhos dessas duas casas alienadas do pais e desamada pela nação. Às vezes a velha piada de prender os políticos em Brasília -e enviar rações balanceadas para eles, diariamente com direito a sairem no natal para visitarem os familiares, se comprometendo a voltar findo os feriados - me soa como sugestao perfeitamente viável e me dá vontade de tentar. Não é absurdo o sonho, pois os políticos têm uma ética muiti especial de ser canalha. Aliás, o presidente eleito do Senado, em escarnio glorioso e lamentável, referiu-se a ética e, seus primeiros pronunciamentos após eleito num preito totalmente anti-ético. É triste que este seja também o meu país e há que arcar com esses.

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